‘Modo ladrão’ do Google: entenda como funciona e como ativar função no celular

IstoÉ O Google revelou que mais de 1 milhão de usuários Android habilitaram a função “modo ladrão” no celular. A ferramenta foi lançada primeiramente no Brasil, e começou a funcionar em agosto. O “modo ladrão”, quando habilitado, bloqueia automaticamente a tela do aparelho ao identificar que o telefone foi roubado, já que identifica o movimento que ocorre quando um ladrão tira o celular bruscamente da mão do usuário. Vale destacar que o volume de 1 milhão é de habilitações da ferramenta. A companhia não tem o registro de quantas vezes a função foi, de fato, utilizada. Como funciona o “modo ladrão”? A ferramenta nomeada oficialmente de “Theft Protection Lock” faz uso de uma IA (Inteligência Artificial) para identificar situações de roubo. O sistema consegue captar padrões de movimento e velocidade do celular para identificar ações bruscas. Quando essas mudanças são percebidas pela ferramenta, o celular é automaticamente bloqueado. Caso o aparelho não seja desbloqueado durante um tempo prolongado, a ferramenta identifica como possível furto. É preciso ter a versão 10 ou superior do Android. Como ativar a ferramenta? O “modo ladrão” não está incluso automaticamente nos dispositivos, portanto deve ser ativado individualmente por cada usuário. Veja o passo a passo: Acesse as configurações: abra o menu de “Configurações” no seu dispositivo Android. Navegue até o Google: toque em “Google” e em seguida, em “Todos os Serviços“ Ative a proteção contra roubo: vá para “Proteção contra roubo” e ative “Bloqueio de Detecção de Roubo “. Outras ferramentas “antirroubo” do Google: Além do “modo ladrão”, o Google também oferece outros serviços que podem auxiliar os usuários em casos de roubo. Bloqueio Remoto: permite bloquear ou limpar remotamente um telefone perdido ou roubado, usando o número do celular, sem a necessidade de senha.Segundo o Google, como muitos usuários não conseguem se lembrar da senha da conta para acessar a função Encontre Meu Dispositivo, com o bloqueio remoto é possível bloquear a tela do celular usando o número de telefone em qualquer outro dispositivo. Assim, o usuário ganha tempo para recuperar os detalhes da conta e acessar opções adicionais no Encontre Meu Dispositivo, incluindo o envio de um comando de redefinição para limpar completamente o dispositivo. Bloqueio de Dispositivo Off-line: o aparelho fica inacessível nos casos em que o celular ficar sem conexão por um tempo prolongado ou quando reconhece muitas tentativas de autenticação com falha. Para ativar esses outros dois mecanismos bastam aos usuários seguir o mesmo caminho onde ativaram o “modo ladrão”. Essas opções estarão na mesma lista de recursos.

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Frutas nativas viram picolés e geram renda para agricultura familiar no Paraná

Mídia Ninja Na região Centro-Oeste do estado do Paraná (PR), cerca de 50 famílias agricultoras, integrantes do Coletivo de Frutas Nativas e Crioulas, vêm aproveitando as árvores cultivadas em suas propriedades para produzir alimentos, conservar a natureza e gerar renda para a agricultura familiar. Araçá, ananás, guabiroba, jabuticaba, jerivá, juçara, morango silvestre e uvaia são alguns exemplos de espécies nativas da Mata Atlântica utilizadas pelas agricultoras e agricultores agroecológicos de cinco municípios do estado: Laranjeiras do Sul, Quedas do Iguaçu, Palmital, Laranjal e Goioxim. Entre as frutas crioulas plantadas, que é a forma como chamam as variedades exóticas adaptadas à região, estão a banana, a goiaba, o limão caipira, o mamão, a manga e a mexerica. Já são mais de 20 variedades de frutas processadas pelo Coletivo e aproveitadas na produção de diferentes produtos agroecológicos. Mas, de todas as receitas preparadas, uma tem se destacado na região: o picolé Sabores da Agrofloresta – a Fruta Camponesa. Atualmente, o Coletivo conta com 15 sabores de picolés que são vendidos, principalmente, em eventos relacionados à agroecologia, como as feiras de sementes e da biodiversidade, as jornadas de agroecologia, as feiras da reforma agrária, festivais da Mata Atlântica, entre outros. O trabalho das/os agricultoras/es com as frutas nativas e crioulas se iniciou em 2015, mas somente quatro anos depois começaram a experimentar as receitas de picolé, com o apoio do Laboratório Vivan de Sistemas Agroflorestais da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Laranjeiras do Sul. Conforme explica o professor da UFFS Julian Perez-Cassarino, primeiro, eles realizaram oficinas para aprimorar o processo de congelamento das frutas e, em seguida, investiram na produção de picolés, inspirados na Cadeia Produtiva Solidária das Frutas Nativas (CPSFN) do Rio Grande do Sul. “Depois que a gente arredondou as formulações dos picolés, fomos procurar sorveterias para fazer uma parceria”, diz. Julian ressalta que a parceria com a sorveteria Q-Delícia, em Laranjeiras do Sul (PR), ainda é uma importante estratégia para reduzir os custos. Os equipamentos necessários para fabricação de sorvetes e picolés são muito caros e, como o volume de produção ainda é pequeno, não justifica a aquisição do maquinário. “A gente identificou que uma parceria, nesse momento, é muito mais interessante do que construir uma agroindústria de picolés. A gente não tem custo fixo, o que nos permite ter um valor bem acessível do picolé”, conclui. Por outro lado, ele considera que é fundamental ter nas comunidades as unidades de processamento para fazer as polpas. “É lá nas propriedades rurais que estão as frutas nativas que a gente trabalha e quase nenhuma delas dá para vender in natura, pois elas não resistem. Aí entra a importância da despolpadeira e de congelar”, aponta Julian. Além dos picolés, o Coletivo produz cinco sabores de sorbê – que é um sorvete à base de água – e seis variedades de doces, todos com matéria prima agroecológica da agricultura familiar camponesa. No momento, o grupo também está empenhado em ampliar a quantidade e variedade de produtos ofertados e diversificar as estratégias de comercialização – para não ficarem restritos aos eventos. Em breve, o grupo deve ter disponível para venda balas de banana saborizadas com araçá, juçara, guabiroba ou jerivá, e o suco natural – 100% fruta – pasteurizado, para durar mais tempo e não dependerem da cadeia do frio para comercializar. “Também estamos começando a trabalhar com picolés adoçados com suco de maçã, porque a gente quer ver se consegue entrar com os picolés no PNAE [Programa Nacional de Alimentação Escolar]”, projeta Julian. Os desafios do início Mas a iniciativa que hoje vem se consolidando na região começou com muita desconfiança de algumas famílias. Por ser um território onde predominam as monoculturas de grãos e as atividades voltadas à produção de leite, a ideia de gerar renda a partir das árvores frutíferas presentes nos pomares não parecia algo viável e de interesse das/os agricultoras/es. Para Julian, foi essa percepção de que as famílias não estavam valorizando a diversidade de frutas em suas propriedades que motivou um grupo de agricultoras/es a desenvolver uma ação coletiva em parceria com instituições como o Centro de Desenvolvimento Sustentável e Capacitação em Agroecologia (Ceagro), o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), a Rede Ecovida de Agroecologia e a UFFS. A partir de um trabalho de visita às propriedades e do mapeamento das árvores frutíferas, foi identificado que muitas frutas se perdiam e que muitas famílias tinham, inclusive, a intenção de suprimir algumas espécies nativas. “A gente passou a dizer, então, que estamos trabalhando com as frutas ‘negligenciadas’. Não é um negligenciamento proposital, mas é aquilo que os agricultores ou quem dá assessoria técnica não atribuía valor. E aí é valor em todos os sentidos: ambiental, alimentar, mas também pesa muito a questão econômica”, analisa Julian, destacando que, agora, as/os agricultoras/es estão não apenas dando valor às árvores que possuem em suas propriedades, mas preservando as que têm e plantando mais. Rede de apoio Segundo o agricultor Josué Evaristo Gomes, que mora no acampamento Dom Tomás Balduíno, em Quedas do Iguaçu (PR), o fato das ações serem pensadas e desenvolvidas de forma coletiva foi determinante para consolidar um grupo de agricultoras/es em torno do trabalho com frutas nativas. Ele narra ainda que as famílias se sentiram amparadas e tiveram suporte para trabalhar em toda a cadeia produtiva, desde a colheita e o beneficiamento até chegar à comercialização. Com o acompanhamento técnico de instituições como o Ceagro e a UFFS, as agricultoras/es foram incentivadas/os a ampliar a produção de frutas nativas e crioulas, por meio de oficinas de formação e mutirões para o manejo agroflorestal. Ao mesmo tempo, elas/es tiveram acesso a alguns equipamentos fornecidos pelas organizações parceiras, como despolpadeiras, seladoras e freezers para armazenar a produção. Josué ressalta que, atualmente, quase a totalidade das frutas nativas e crioulas que comercializam vem de uma produção que as famílias estavam perdendo. “Após a organização no Coletivo, temos a possibilidade de gerar renda a partir dessa produção. Para ter uma ideia,

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Plano de matar Lula foi identificado no celular de Cid

Correio Braziliense A Polícia Federal (PF) identificou um plano para matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a partir de mensagens recuperadas do celular do tenente-coronel Mauro Cid, de acordo com fontes na corporação ouvidas pelo Correio. Com base nas diligências, foi deflagrada a Operação Contragolpe. Equipes policiais estão nas ruas nesta terça-feira (19/11) para cumprir cinco mandados de prisão, três de busca e apreensão e 15 de medidas cautelares expedidas pelo STF. Os investigadores conseguiram recuperar arquivos apagados no celular apreendido com Mauro Cid. O atentado contra as autoridades citadas ocorreria por meio das Forças Especiais do Exército, os chamados Kids Pretos – batalhão no qual Cid fazia parte. Entre os presos está o general Mário Fernandes, militar reformado e assessor de Eduardo Pazzuelo. Também foram detidos Helio Ferreira Lima e o major Rafael Martins de Oliveira. Um policial federal também está entre os alvos de mandado de prisão. “Entre essas ações foi identificada a existência de um detalhado planejamento operacional, denominado ‘Punhal Verde e Amarelo’, que seria executado no dia 15 de dezembro de 2022, voltado ao homicídio dos candidatos à Presidência e Vice-Presidência da República eleitos”, informou a PF. Os mandados estão sendo cumpridos em Goiânia – onde fica a sede das Forças Especiais – em Brasília, no Rio de Janeiro e no Amazonas. O Exército acompanha as diligências. No Rio, os alvos são militares que estariam atuando na segurança de líderes mundiais que participam da Cúpula do G20.

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Mucuri abre novo ‘edital de seleção’ para projetos do setor audiovisual da Lei Paulo Gustavo

Mucuri, que tem se destacado nos últimos anos no cenário cultural baiano, abre novas portas para os artistas, proporcionando mais recursos e visibilidade para suas produções. A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Mucuri acaba de lançar o Edital de Chamamento Público nº 004/2024, que visa a seleção de projetos para a execução de atividades culturais com recursos da Lei Paulo Gustavo (Lei Complementar 195/2022), voltados para o setor audiovisual. As inscrições já estão abertas e seguem até o próximo 18 de novembro de 2024. O edital tem como objetivo a redistribuição dos recursos remanescentes do Termo de Execução Cultural firmado com os artistas contemplados no Edital 001/2023, que selecionou 39 projetos no município. Conforme o chefe de Gabinete e secretário em exercício da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, o advogado Robson Carlos, este novo processo visa atender às necessidades dos artistas que não foram totalmente contemplados no primeiro edital, seguindo a redistribuição de recursos prevista no artigo 19 do Decreto nº 11.698, que regulamenta a Lei Paulo Gustavo. E pode se inscrever no Edital qualquer agente cultural residente há pelo menos 10 anos no território de identidade do extremo sul da Bahia. Recursos Remanescentes – última etapa da sua Execução Cultural A abertura desse novo edital, conforme explicou o radialista Ilmar Lopes Gonçalves, o “Mazolla”, diretor Municipal de Cultura, tem como principal objetivo garantir que os recursos remanescentes do Termo de Execução Cultural sejam redistribuídos, oferecendo uma última oportunidade para que projetos audiovisuais de Mucuri possam ser executados. O processo de seleção se concentra nos artistas e coletivos do setor audiovisual, que não foram contemplados ou que não concorreram na primeira fase do edital. “Essa é uma etapa importante para garantir que o orçamento da Lei Paulo Gustavo seja efetivamente aplicado na nossa cidade, beneficiando os artistas locais que trabalham no campo audiovisual. A redistribuição de recursos visa dar uma segunda chance àqueles que não puderam executar suas atividades na totalidade no primeiro momento e os artistas interessados devem atentar para o prazo de inscrição, que vai até 18 de novembro de 2024”, afirmou Mazolla. Prazo das Inscrições Para participar, é necessário seguir todas as orientações e requisitos estabelecidos no edital, garantindo que o projeto esteja alinhado aos objetivos da Lei Paulo Gustavo e às especificidades do chamamento público. Detalhes sobre o processo de inscrição, documentos exigidos e critérios de seleção estão disponíveis no site oficial da Prefeitura Municipal de Mucuri, e no Diário Oficial do Município. As inscrições estão abertas de 04 até às 16h do dia 18 de novembro de 2024, presencialmente na sede da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, situada na Avenida Petrobras nº 500 – 1º andar – Centro – Mucuri/Sede. O diretor Mazolla acrescentou dizendo que este edital representa uma grande oportunidade para os profissionais da área audiovisual do município, especialmente em um contexto de recuperação e fomento da cultura local. “Os recursos da Lei Paulo Gustavo têm sido um importante pilar de apoio ao setor cultural em diversas regiões do Brasil, e Mucuri não é exceção. Com a redistribuição dos valores remanescentes, o município reforça seu compromisso com o desenvolvimento e a valorização da cultura local”, pontuou. Sobre a Lei Paulo Gustavo A Lei Paulo Gustavo (LPG) foi sancionada em 2022 com o intuito de promover a recuperação do setor cultural e criativo no Brasil, que sofreu grandes impactos durante a pandemia da COVID-19. A lei destinou recursos para diversos segmentos, incluindo o audiovisual, música, teatro, dança e artes visuais, com o objetivo de apoiar a execução de projetos culturais, garantindo a sobrevivência e o fortalecimento das expressões culturais no país. Este novo edital é mais uma etapa do esforço contínuo da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Mucuri para garantir que os benefícios da Lei Paulo Gustavo cheguem de forma efetiva aos artistas locais, incentivando a produção cultural e o desenvolvimento de projetos que envolvem a sociedade e geram impacto econômico e social. O Edital Para mais informações sobre o Edital nº 004/2024 e os procedimentos de inscrição, os interessados também podem acessar o site oficial da Prefeitura Municipal de Mucuri ou entrar em contato diretamente com a Secretaria de Cultura. Não perca essa oportunidade de viabilizar o seu projeto audiovisual.

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Lula e Xi Jinping ampliarão parceria bilateral entre Brasil e China

Brasil e China vão aprofundar a parceria bilateral existente durante a visita de Estado do presidente chinês, Xi Jinping, a Brasília. O líder do país asiático será recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na próxima quinta-feira (20), no Palácio da Alvorada, quando diversos acordos bilaterais serão assinados, envolvendo todos os setores do governo. “É a ocasião para que os dois mandatários confirmem a elevação da parceria política bilateral, explorem sinergias entre as respectivas políticas de desenvolvimento e programas de investimento e estreitem a coordenação sobre tópicos regionais e multilaterais”, disse o secretário de Ásia e Pacífico do Ministério das Relações Exteriores, Eduardo Paes Saboia, durante entrevista à imprensa, nesta quarta-feira (13). Saboia lembrou que Brasil e China estabeleceram parceria estratégica em 1993 e a parceria estratégica global em 2012, além de terem diálogo sobre temas pluri e multilaterais em diversos fóruns internacionais. A visita de Xi Jinping, segundo o embaixador, é uma sequência da visita que Lula fez à China em abril de 2023 e também ocorre em celebração aos 50 anos das relações diplomáticas entre os dois países. “Brasil e China são atores fundamentais para o processo de reforma da governança global, para torná-la mais representativa e democrática”, disse Saboia, dando como exemplo a convergência de Brasil e China para resolução política da crise entre Rússia e Ucrânia. Além disso, o embaixador destacou a “relação comercial de primeira ordem” que existe entre os dois países. A China é o principal parceiro comercial do Brasil e uma das principais origens de investimentos no país. Em 2023, o Brasil teve um recorde de exportações para a China, com US$ 104,3 bilhões, superando a soma das vendas para Estados Unidos e União Europeia. “A visita servirá para reiterar o esforço do Brasil em ampliar os números do comércio bilateral e diversificar a pauta comercial com produtos brasileiros com maior valor agregado. As duas economias são complementares”, disse Saboia, contando que estão em negociação protocolos para exportação de mais produtos agrícolas brasileiros para a China e que há interesse do Brasil em atrair mais investimentos chineses para áreas como infraestrutura e na capacidade produtiva industrial. “A visita apresentará iniciativas governamentais para incrementar os contratos dessas áreas. Dos 93 projetos industriais chineses no Brasil, tiveram destaques, sobretudo, a indústria automotiva, eletroeletrônica e de máquinas e equipamentos”, afirmou Saboia, sem detalhar quantos atos bilaterais serão assinados durante a visita. Há ainda um esforço para uma maior aproximação na área financeira, com iniciativas no BNDES, Ministério da Fazenda e B3, a bolsa de valores brasileira. Os acordos também devem abranger ciência, tecnologia e inovação, para tratar de avanços em pesquisas em novas áreas como fontes de energia limpa, nanotecnologia e tecnologia da informação e comunicação, indústria fotovoltaica, tecnologia nuclear, inteligência artificial e mecanização da agricultura familiar. Estados Unidos Saboia foi questionado sobre o impacto da vitória de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos na política externa do Brasil, especialmente nas relações com a China. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que o país norte-americano tem grande influência no cenário internacional e, com a eleição de Trump, deve intensificar a pressão para travar o crescimento comercial e político chinês, sob o argumento de riscos à própria segurança. Na América do Sul, é possível que os Estados Unidos façam maior pressão nos países portuários, como Brasil e Peru, a fim de dificultar a entrada de produtos chineses e, consequentemente, a ampliação da influência chinesa na região. Já o Brasil, segundo Saboia, deve manter a política de expansão das relações com outros países. “A relação Brasil-China já atravessou vários governos norte-americanos, várias situações internacionais diferentes e só se fortaleceu ao longo desses anos”, disse. “Nós temos excelentes relações com os Estados Unidos e é forte o desejo do Brasil manter ralações boas a densas com Estados Unidos e Chinas. O Brasil é um país que conversa com todo mundo, que defende o diálogo, o comércio, que quer ter investimentos para geral riqueza e desenvolvimento”, acrescentou. *Informações Agência Brasil

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PEC pelo fim da escala 6×1 atinge quórum e começa a tramitar na Câmara

Mídia Ninja A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 obteve o número de assinaturas necessário para iniciar sua tramitação na Câmara dos Deputados. A iniciativa é da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) e resulta de uma proposta do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), liderado pelo vereador eleito no Rio de Janeiro Rick Azevedo (PSOL). Segundo o jornalista Juliano Galisi, do jornal Estadão, o texto contava com 194 assinaturas registradas no sistema interno da Câmara até a manhã desta quarta-feira, 13, superando o mínimo de 171 apoios exigidos para o protocolo. Agora protocolada, a PEC será encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) para análise inicial. Nessa etapa, um relator será designado para revisar o texto, podendo propor modificações ou acolher sugestões de outros parlamentares. Caso a CCJC aprove a proposta, ela será enviada para uma comissão especial antes de ser levada ao plenário para votação. No entanto, a inclusão da PEC na pauta do plenário dependerá de negociações no colégio de líderes, composto por representantes de partidos e blocos, incluindo os governistas e de oposição. Por isso, a deputada Erika Hilton já planeja articular o avanço da proposta junto a líderes parlamentares, como o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para garantir apoio à medida.

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SPM prorroga inscrição para edital do Oxe, me respeite nas escolas

A Secretaria de Políticas para as Mulheres do Estado (SPM-BA) prorrogou, até a próxima quinta-feira (14), o prazo para as inscrições do edital Oxe, me respeite nas escolas. O edital destina R$ 4 milhões para ações em sala de aula, com foco na formação de estudantes sobre direitos das mulheres, direitos reprodutivos e sexuais, cidadania e cultura, dentre outras iniciativas. O projeto é uma parceria com a Secretaria da Educação do Estado (SEC), a Universidade Federal da Bahia (Ufba) e o Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa). Os recursos serão destinados para Organizações da Sociedade Civil (OSC), que irão celebrar parceria e assinarão termo de colaboração com o Estado da Bahia. As organizações interessadas podem enviar suas propostas até o prazo estipulado, diretamente ou pelos Correios, para o endereço da SPM: Avenida Tancredo Neves, 776, Bloco A, 3º andar, Caminho das Árvores, Salvador/BA, CEP 41820-004. Além disso, a SPM-BA publicou o resultado final do edital Mulheres que Alimentam, que selecionou duas Organizações da Sociedade Civil para atuar em parceria com o Programa Bahia Sem Fome, com investimento de R$ 3 milhões voltado para mulheres rurais. A SPM também divulgou o resultado final do edital Elas à Frente nos Quilombos, que tem investimento de R$ 2 milhões e visa fortalecer a inclusão socioprodutiva e promover a equidade de gênero. Também já foi divulgado o resultado preliminar do edital Elas à Frente no Esporte, que destina R$ 2,1 milhões a projetos que incentivem a participação das mulheres, tanto do campo quanto da cidade, em atividades esportivas. Esse edital visa promover a ascensão das mulheres nas práticas esportivas, de lazer e bem-estar social, além de reduzir desigualdades de gênero no esporte. Realizado em parceria com a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), por meio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), o edital reforça o compromisso com a inclusão e o desenvolvimento feminino no esporte. A secretária Neusa Cadore destacou que a SPM lançou, neste semestre, cinco editais totalizando R$ 15,6 milhões de investimentos. “Ao promover a autonomia econômica, ajudamos a romper ciclos de violência de gênero que afetam especialmente as mulheres e esses editais visam promover inclusão, geração de renda e liderança feminina. Estamos firmemente comprometidos com a inclusão socioprodutiva e a autonomia econômica das mulheres em todas as regiões da Bahia”, disse. Acesse os resultados e informações sobre os editais no site da SPM:http://www.ba.gov.br/mulheres Fonte: Ascom/SPM

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O Que Esperar da COP 29 em Baku: Quem vai pagar a conta no ano mais quente do século?

Mídia Ninja A COP 29, que se iniciou ontem (11) em Baku, Azerbaijão, reúne aproximadamente 50 mil participantes de todo o mundo em uma tentativa crucial de enfrentar a crescente crise climática. Com um cenário global de eventos extremos como inundações, ondas de calor e incêndios intensificados, esta conferência traz como pauta central o financiamento climático e a transição energética, tópicos que prometem ser decisivos para a ação climática nos próximos anos. Na COP 28, que aconteceu ano passado em Dubai, o foco já era a transição energética, no entanto os gigantes do petróleo venceram mais uma vez e nenhuma decisão significativa foi tomada diante da emergência que é reduzir o investimento em combustíveis fósseis. Porém, no último ano o mundo enfrentou as consequências reais da crise, como alagamentos e queimadas que escancararam ainda mais a urgência da COP 29. A COP 29 está sendo vista como a “COP do Financiamento”, onde as metas de investimento dos países desenvolvidos em estratégias de contenção da crise climática devem aumentar. Esse financiamento é conhecido como Novo Objetivo Coletivo Quantificado (NCQG), e visa substituir a meta nunca cumprida de US$100 bilhões anuais por uma nova, que atenda às crescentes necessidades dos países mais vulneráveis. Países em desenvolvimento exigem valores entre US$1 e US$1,3 trilhão, apontando a urgência de recursos suficientes para adaptação e mitigação climática. Além dos eventos climáticos extremos que mostram a necessidade de um olhar mais crítico e decisões mais palpáveis ao fim da COP 29, datas importantes para a pauta climática se aproximam, como a agenda 2030, o prazo para as metas propostas no Acordo de Paris e até mesmo o ano de 2050, que é apontado por cientistas climáticos como um marco decisivo no qual o mundo deve estar com energias totais voltadas a regeneração e manutenção de recursos naturais. Entramos nessa conferência com o aquecimento global ultrapassando limites seguros, portanto, discutir a necessidade do cessamento em investimento em combustíveis fósseis, em detrimento a energias renováveis, se faz primordial. Lembrando que a Conferência das Partes reúne 198 líderes globais para discutir os rumos da pauta climática no mundo, mas nem todos os líderes estão de acordo com a máxima de que essa discussão é urgente. A recente vitória de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, uma das maiores potências econômicas do mundo, alerta para a crescente tensão que deve pairar nos debates em Baku, além, é claro, da própria cidade sede ser reconhecida mundialmente como uma gigante do petróleo. O Brasil chega à COP 29 com um papel de destaque. Representado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e, em seguida, pela Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o país assume a posição de mediador como parte da Troika das COPs 28, 29 e 30. Alinhado ao Grupo G77 + China, o Brasil se junta à pressão por um compromisso robusto dos países desenvolvidos em prol de justiça climática. Embora a nova meta climática brasileira (NDC) tenha gerado críticas por sua falta de ambição, o país demonstra avanços significativos com a maior queda nas emissões de gases de efeito estufa em 15 anos, especialmente pela redução do desmatamento. Para a sociedade civil e organizações ambientais, a COP 29 deve avançar significativamente no estabelecimento de uma estrutura de financiamento sustentável e justa. As negociações ao longo deste evento indicam que, sem um esforço financeiro compatível, será difícil atingir as metas necessárias para mitigar a crise climática.

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